terça-feira, 20 de dezembro de 2016

As palavras que ainda não te disse...


"Não coma a vida com garfo e faca.
Lambuze-se!
Muita gente guarda a vida para o futuro.
É por isso que tantas pessoas se sentem emboloradas na meia-idade.
Elas guardam a vida,
não se entregam ao amor,
ao trabalho, não ousam,
não vão em frente.
Não deixe sua vida ficar muito séria,
saboreie tudo o que conseguir:
as derrotas e as vitórias,
a força do amanhecer e a poesia do anoitecer.
Com o tempo,
você vai percebendo que
para ser feliz
você precisa aprender a gostar de si,
a cuidar de si e,
principalmente,
a gostar de quem também gosta de você."
Roberto Shinyashiki
https://www.youtube.com/watch?v=IgVDO8joC_4     favor colar e abrir em outra janela 


As lacrimejadas retinas mascaram as sensações como quem nega as próprias vontades por suma necessidade existencial .  Repentinamente avistando a vida de fora, vez ou outra estarrecemos por precisar partir, por precisar explicar o que não conseguimos entender e nem aceitar pois o que nós forçam a aceitar como verdade se verdade fosse, só que não ... covardes atitudes manipuladas pelo egoísmo de uma imediata e duvidosa serventia a propósitos de uma amoral normalidade que se precisa disfarçar  Mas  será e  é o ensino sem didática que não poupa ninguém mais tem o poder de libertar das negativas ilusões futuras.Minha cabeça gira ao prestar atenção no tanto que se vê. Liquidamos as infinitas esperas em pedaços minúsculos  de esperança que só fazem o tempo esgotar rapidamente. Triste sina de aguardar o amor  sempre  atrasado, o ensaio sem prévio roteiro. Por mais que seja difícil, em algum momento será preciso sair da existência fadada de eminência de ser quem se é para compreender as anulações e perdições de querer continuar sendo o que não se escolheu ser, nunca escolhemos previamente o errado, apostamos só no aparentemente certo. Mudamos as lentes até ofuscar em cegueira, para configurar uma visão para as novas minúsculas brechas e emancipar sofregamente  novas tentativas. Desistir de um amor é paliativo, doloroso e frio, mas felizmente eficiente em determinadas e temidas ocasiões. Novos e mesmos sofrimentos, pois... ou encerrar no peito a fria realidade de um engano eminente... mais um.A alegoria que a saudade encena me parece ser a transcendência de um plano que nunca será real, ilusório e lúdico. Querer alguém perto e não poder viver sua presença atravessa o peito como um estilhaço  que fuzila qualquer intenção de felicidade... e sempre isso faz acontecer , isso sempre se tornando realidade , anestesiando os desejos e sonhos A dor da falta é , quando muito, amenizada com a lembrança – que tantas vezes parece apenas soprar o ferimento latente da ausência. A ilusão da inconstância de carinhos de um corpo conhecido e de uma voz que traz paz, de um beijo que embriaga e de um sorriso que deliberadamente engana. Ainda que bagunce a certeza do não mais querer , e bagunça de fato toda a normalidade que antes existia, não perde o sentido de ser simplesmente pelo fato de reconfigurar o ser nesse novo sentido. Joguete de vocábulos incrédulos pela capacidade que certas pessoas têm de contornar  e camuflar nossos abismos e fazer morada nos interstícios mais encabulados da nossa existência... e tomando posse esquecem do óbvio...cuidar... ai mais uma vez partem sem prévio aviso , sem consentimento sem a menor cerimonia colocando nossa alma , nossos sentimentos e desejos mais uma vez da dilacerante  realidade e a indignação violenta faz do torpor uma necessidade ... dormir e não querer acordar.Enfim, ao servir o café pela manhã das noites insones , insisto na temperatura mais alta. Torço, ao sair, pelo vento forte e pelo sol que marca. Nunca fui de meias medidas. Extremo ao falar e viver cada sentimento, não sei ser diferente, não sei disfarçar para agradar, sei e pratico o exagero , sei o que sempre aviso e que se cumpre, sei que regras devem ser mantidas , sei que palavra dada é palavra empenhada em realizações  Não gosto de iniciar se não for de cabeça, de corpo e de vida... me jogar. Toda a entrega, para ser real, é preciso que parta de dentro, é preciso se comprometer. Quando as entranhas acusam qualquer indício de interferência, recomendo que ouçamos e nos permitamos. Sempre escolho chegar, pois sei que suporto, se assim tiver que ser, a dor da partida, mas nunca aprenderei a suportar a dor da parcela e da espera duvidosa. Pode chegar, mas peço que mostre sempre a que veio. A rejeição nunca doerá tanto quanto a falta da verdadeira empatia pela abstinência de filtros universais de bom senso , de dignidade e acima de tudo de um verdadeiro amor.Paz, saúde e boas festas.Livre adaptação e reedição de um texto de Thiane Ávila



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