sábado, 17 de setembro de 2016

O que poderia ser ....


"Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples. Nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. 

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado, e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados, pela eternidade. 

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. 

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada. 

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. 

Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: Se iludindo menos e vivendo mais!

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do sofrimento, perdemos também a felicidade. 

A dor é inevitável. O sofrimento é opcional... "

Martha Medeiros



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E assim querer viver todos os momentos possíveis , e como os possíveis não bastam ... criar sei lá de onde, os momentos que possam acalmar as saudades ... tantas... impossíveis até descobrir você... até perceber você.
E no tempo parar... esperando entender quais as cores que teu sorriso transportam de sua alma ... uma eu tenho certeza ... o azul do infinito... encanta e seduz.
Compreender a embriaguez que teu beijo provoca, já que todo momento some o chão quando tua boca eu beijo... em tua boca me perco.
O universo que se explode em meu ser ao sentir o suor de teu corpo ... em momentos que palavras se transformam em breves sussurros de uma cumplicidade inédita, carinhos multiplicados ... olhos fechados ... prazer inesgotável .
Doce namoro de um menino feliz ... doce ilusão de um homem realizado ... pleno pelo sua chegada , irradiante como as estrelas que hora ou outra vejo semelhantes nesse brilhar de seu olhar, fixando o meu como que querendo dizer segredos ... mais qual maior segredo pode se ter quem ama exceto o de prometer eterno amor? 
Acanhado pelos afagos , me deixo bailar numa dança de rosto colado ... onde se escuta o bater do coração e o suave tremer causado pela emoção juvenil... desajeitado moleque.
Viver a eternidade de um dia , viver a amplidão de seu colo que protege todos nossos sonhos.
Em minhas sinceras tentativas do melhor me perder em excessos ... jamais sobreviveu o amor de ausências ... jamais se sorri pelas indiferenças ... jamais se cala frente a protelações ... se fere muito com preterições ...mais em sendo amor ... idealiza e espera... e na espera a saudade vai percorrendo os tantos caminhos de Minas Gerais...

Paz, saúde e felicidades. 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Largando...



Crônica do Amor

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no
ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a
menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama
este cara?

Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura
por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa."
Martha Medeiros


“A confiança pode exaurir-se caso seja muito exigida.”
Bertolt Brecht


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Então permaneço estático ... controlando emoções e impulsos... impossibilidade de momentos repetidos exaustivamente. 
Vou em busca de distrair a mente e quem sabe o coração , pego um livro para ler, nem preciso ver a capa ... todos tem uma história que me reporta a você...a nós .
Vou ouvir uma música qualquer e nesses quaisquer  sempre seu discreto riso vem me lembrar que até somos felizes.
Que pode um coração congelado pelas razões práticas do dia a dia ... o que pode uma alma frente a distância e a ausência... a guardar em relicários, verdadeiras caixas de pandora que acabam empoeiradas pelo tempo, tempo esse que assiste a normalidade sufocar anseios e desejos, a acinzentar sonhos outrora coloridos por tons de esperança.
Percorro caminhos solitários... vez ou outra a avisto ... vez ou outra te aceno, vez ou outra tua rara presença realimenta o que estava, apesar de persistente, definhando. E assim aquece um pouco esse frio que essa tua existencial e pratica  normalidade causa. E ainda esse seu sorriso que rasga meu ser e reaparece meu êxtase frente a tua beleza e seu olhar ilumina com as luzes da ternura e carinho as manchas escuras da plena carência afetiva.
Trocando dias por raros minutos sigo numa ilusão de avistar um futuro melhor, sigo acreditando com toda minha fé que a tristeza não mata... só deixa a boca amarga, os olhos turvos das represadas lágrimas e o sorriso amarelo numa complacência de uma opressora compreensão, tentando me alimentar das migalhas que por momentos sacia essa fome existencial que você se tornou para mim.
A obrigação de destinar meu melhor, de buscar a superação como ato digno de boa fé e palavra empenhada , ser melhor do que fui, nunca um erro pode anular outro erro, então tinha e tem de ser absoluta a promessa e seguida de diários atos ... verbo em ação ... permitindo a respiração de novos e tranqüilos ares , sem sobressaltos , sem fantasmas passados ... olhando o presente e vivendo o futuro da melhor maneira possível.
Garantias ...quais? Exceto a que o espírito carrega, fonte primária da paixão, sendo o amor quem conduz podemos e devemos esperar superações possíveis, mais jamais ser as possíveis imparciais, descomprometidas e normais num ambiente de angústia pelas mordaças de falar... gritar o que fere feito espinho, incômodo constante do desconforto que o descuido causa.
Impossíveis... ou simplesmente apaixonadas são as que verdadeiramente causam efeitos infinitos, até por que a linha que divide o possível do impossível é muitas vezes tênue demais e muitas vezes ela leva o nome de ... boa vontade, concernente com o simples assim :  -Quem quer faz... quem não quer acolhe qualquer desculpa.
A tive em momentos felizes, a retive em momentos difíceis ... lutando por mais um dia, por mais um momento ... por mais um beijo e um sorriso, alimentos de corpo, paixão e alma.
Agraciado eu fui por muitos mimos,  agradecia e por mais grato que eu fosse acabava desconhecendo o que de principal se tinha e se tem... a tua presença, doce e necessária magia de se sentir amado e único.
Se há em tua liberdade um lugar divida comigo a minha liberdade, assim quem sabe em duas liberdades se encontre essa licença maior ... o amor... as vezes o amor , por maior que seja , não basta... lutando até o último segundo , até o último respiro para criar a dignidade de se fazer o máximo ... muitas vezes recebendo o minimo.
Evitando desrespeitos e se permitindo no melhor que raro está.
Paz, saúde e ...Vanessa .