terça-feira, 25 de novembro de 2014

Querer ver...


"É tão difícil falar, é tão difícil dizer coisas que não podem ser ditas, é tão silencioso. Como traduzir o profundo silêncio do encontro entre duas almas? É dificílimo contar: nós estávamos nos olhando fixamente, e assim ficamos por uns instantes. Éramos um só ser. Esses momentos são o meu segredo. Houve o que se chama de comunhão perfeita. Eu chamo isso de: estado agudo de felicidade...  
Sou como você me vê.
Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,
Depende de quando e como você me vê passar.
Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem."
Clarice Lispector

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E há, então, o regresso ... não sei ao certo se regressou ou se fui eu que me neguei a enxergar você todo esse tempo, criando brumas e névoas desnecessárias, isolando sua presença no descaso existencial criado pelos achismos, pelo imediatismo de julgamentos nascidos de intempestivos sentimentos desprovidos de qualquer traço de razão.
É notório que justificamos nossos erros nas falhas alheias, numa espécie de revanchismo descabido e covarde, justificar erros com erros ... infelizmente se torna padrão enfaticamente quando somos motivados por recalques causando a  incapacidade de ir além ... ir além o mínimo que for necessário para existir alguma evolução e alguma compreensão das tantas mazelas humanas evitando assim a fraternidade primária de um abraço de perdão.
Nossas manias (idiossincrasias) são somas de projeções do que não mais aceitamos, do que nos negamos ... são a nossa licença para invocarmos uma sinceridade que muitas vezes são expressões de uma aspereza desnecessária, ser sincero e falar a verdade nunca é permitido se usarmos de grosseria , mais importante que falar é saber falar... respeito é uma via de mão dupla.
Paz, saúde e fraternidade


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