sexta-feira, 5 de abril de 2013

Da frase final...





"Soneto da separação
De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente."
Vinícius de Moraes





Olá querida, quanto tempo...
Bem rompendo o silêncio estou aqui te perguntando mais uma vez, como você está? E sua turminha.
Sempre e ainda penso em vc, entendo que eventualmente por diversos crivos eu, até, errei sim, mas diante desses últimos tempos, minha culpa foi se diluindo frente a sua distância e a absoluta ausência que você forçosamente me impingiu, logo se aqui ainda estou é por que em algum momento você foi de extrema importância e carinho, e juro que não queria ver isso acabado em nada, ver cinzas em algo que muita cor trouxe pra minha vida, pois sim você é importante... ainda, faz diferença pra mim saber que você existe...ainda.
Contudo, não posso insistir em ter o básico do respeito, consideração, amizade e carinho da sua parte. Gostaria que você entendesse definitivamente, não alimento nada em relação a homem e mulher, e meus sentimentos por você estão confinados no estado letárgico que indifere do querer, mas sim do poder, do não poder no caso.
Fique então registrado, derradeiramente me interesso por saber de você, esse interesse que é misto da saudade e fraternidade ainda me move, por enquanto, logo deixo duas frases finais e peço para que utilize apenas uma, a que mais se adequar a sua nova realidade em relação a mim:
Descanse em paz, ou...
Bem vinda.

Paz, saúde e amor.

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